Um alimento só, seis motivos para comer todo dia
Reunimos aqui as principais pesquisas científicas por trás do nattô: probiótico, proteína completa, vitamina K2, espermidina, nattokinase e fibras, explicados sem economês, com fontes reais.
Probiótico
O nattô é fermentado pelo Bacillus subtilis, uma bactéria cujos esporos atravessam o ácido do estômago inteiros e germinam no intestino, atuando como probiótico.
- Um ensaio clínico com 75 voluntários testou suplementação de esporos de Bacillus por 30 dias e encontrou 42% menos picos de endotoxinas e 24% menos triglicerídeos após as refeições. Ver estudo →
- Os esporos sobrevivem ao trânsito gastrointestinal e germinam no intestino delgado, como mostrou um ensaio clínico com voluntários ileostomizados. Ver estudo →
- Resiste tanto ao congelamento quanto à desidratação a baixas temperaturas: está presente em todas as linhas Nattobites.
Proteína completa
Durante a fermentação, as proteases produzidas pelo Bacillus subtilis quebram a proteína da soja em peptídeos e aminoácidos livres: um processo de pré-digestão que facilita a absorção pelo corpo.
- Um estudo mediu a digestibilidade da proteína em cada etapa da produção do nattô e encontrou um salto de 20,6% para 50,2% depois da fermentação: mais do que o dobro. Ver estudo →
- Perfil completo dos aminoácidos essenciais, aqueles que o corpo não produz sozinho.
- Presente em todas as versões: congelada e desidratada.
Vitamina K2
O nattô é a fonte alimentar mais concentrada de vitamina K2 (MK-7) que existe, bem na frente de qualquer outro alimento. Ela direciona o cálcio para os ossos, longe das artérias.
- Uma coorte japonesa associou o consumo frequente de nattô (7 ou mais porções por semana) a 49% menos fraturas ósseas em mulheres na pós-menopausa. Ver estudo →
- Estudos clínicos de até 3 anos mostram desaceleração da perda óssea e menos calcificação nas artérias em quem toma K2 regularmente.
- Presente em todas as linhas Nattobites, congelada e desidratada: diferente de outros compostos do nattô, ela é estável ao calor.
Espermidina
Espermidina é um composto natural estudado por seu papel na autofagia, o processo do corpo de renovar componentes celulares desgastados. É uma área de pesquisa promissora: não é uma promessa de resultado comprovado em humanos.
- O nattô está entre os alimentos com maior concentração de espermidina que existem, muito acima da soja crua. Ver estudo →
- Em modelos animais (leveduras, vermes, moscas e camundongos), a espermidina induziu autofagia e prolongou o tempo de vida. Ver estudo →
Em humanos, um estudo populacional de longo prazo encontrou menor mortalidade entre quem consumia mais espermidina na dieta: uma associação observada, não uma prova de causa e efeito. Ver estudo → Sendo direta: a ciência sobre espermidina em humanos ainda está em construção. Não prometemos que a Nattobites aumenta sua longevidade: apresentamos a pesquisa como ela é, incluindo os limites dela.
Nattokinase
É a enzima que ajuda a circulação do sangue a seguir seu caminho direitinho. Presente apenas na linha congelada: é por isso que essa linha existe, para não perder essa enzima no caminho.
- Uma meta-análise recente, reunindo 6 estudos clínicos e 546 pessoas, mostrou queda real na pressão arterial de quem toma nattokinase, sem efeitos colaterais sérios relatados. Ver estudo →
- Reduz de forma consistente marcadores de coagulação do sangue (fibrinogênio e fatores VII e VIII), com queda de 7% a 19% após 2 meses de uso. Ver estudo →
- É sensível ao calor: acima de 50 a 55°C começa a perder força, por isso não está presente na linha desidratada. No congelamento, ela se preserva.
Fibras
A soja fermentada mantém sua fibra alimentar, que funciona como alimento para as bactérias boas do intestino.
- Fibras e prebióticos são fermentados pelas bactérias do intestino, gerando ácidos graxos de cadeia curta associados a um intestino mais saudável. Ver estudo →
- Estudos com fibra insolúvel de soja mostraram aumento de Bifidobactérias e Lactobacilos, grupos associados a um microbioma equilibrado. Ver estudo →
- Ajudam a saciedade e o trânsito intestinal regular.
Desmistificando a soja
Já ouviu que soja "feminiza", faz mal para a tireoide ou é sempre transgênica? Vamos com calma: a ciência já respondeu a maioria dessas dúvidas.
- Feminização/testosterona: mito. 41 estudos clínicos, mais de 1.700 homens: nenhum efeito em testosterona ou estrogênio. O boato nasceu de uma reportagem de revista de 2009, desmentida no ano seguinte.
- Tireoide: mito, para quem é saudável e tem iodo em dia.
- Câncer de mama: a evidência aponta para efeito protetor, não o contrário.
- Aquele desconforto digestivo da soja crua? Real, mas é exatamente o que a fermentação resolve. As bactérias comem os açúcares que causam gases antes de você.
- Soja não transgênica: usamos soja no jeito mais natural possível, não porque a transgenia "faça mal" (o consenso científico diz que é segura), mas por escolha e por transparência com quem consome.
O nattô na mídia
O nattô e seus compostos já foram tema de matérias em veículos de saúde no Brasil e no mundo. Reunimos algumas aqui.
G1
"O prato pegajoso de soja fermentada que virou fenômeno graças à fama de superalimento": as exportações japonesas de nattô triplicaram desde 2017.
Ler matéria →UOL
"A soja fermentada japonesa que desperta curiosidade e repulsa": o nattô ganhando espaço fora do Japão.
Ler matéria →R7
"Conheça o nattô, alimento pegajoso do Japão que tem conquistado fãs pelo mundo": rico em fibras e proteínas.
Ler matéria →BBC News Brasil
"O superalimento japonês que parece muco e cheira mal": os japoneses associam o consumo a um melhor fluxo sanguíneo.
Ler matéria →